Manuel Alegre candidat à la Présidence de la République Portugaise: 11/09/2010

 

Venha donde vier, que o diga quem o quizer...que me acusem de o apoiar

eu, confirmo aqui nesta pagina "que o apoio", contra o Dr. Cavaco Silva-personagem que muito me irrita "um não conforme" à cabeça de Portugal!

Portugal é um barco à deriva no navio do mundo...os activistas são sempre os mesmos que se distribuem por todo o lado e, Portugal necessita

de obter crédito diante dos estrangeiros!

 

Que fêz o Dr. Cavaco Silva pelo arrastão do povo para os lados da agressividade, do banditismo e, dos grupinhos que todos atacam?!

Que fêz o Senhor Professor da Universidade Portuguesa pela economia, a não ser suplicar ao povo de não abandonar Portugal no verão para que o

dinheiro fôsse gasto njo interior?!

 

Que fêz o Presidente da Républica pela imigração portuguesa, a não ser tentar recuperar os filhos dela, tentando explicar que estes deviam conhecer Portugal?!

 

Apoio incondicionalmente o Doutor Manuel Alegre, cujo crédito merece por parte dos portugueses, visto ser o Unico capaz de levar Portugal em Avante!

Rosario Duarte da Costa

11/109/2010

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Vasco Neves

A sala é um dos espaços preferidos de Alegre e Mafalda. Ali há retratos de republicanos e monárquicos

Alegre: “Presidente é também responsável pela crise”

"No dia em que nasci houve um tremor de terra. Costumo dizer que só a minha mãe o sentiu". O humor acompanha o gesto que conduz até ao quarto onde tudo aconteceu. Foi há 74 anos. Hoje, é no mesmo número 63 da rua com nome de navegador, que, homem feito, Manuel Alegre abre as portas ao CM da casa onde se refugiou antes de entrar na corrida para as presidenciais.

Por:Janete Frazão

 

"É a casa mais antiga de Águeda. Nasci aqui e passei aqui a infância", revela o candidato a Belém, rodeado de quadros, fotografias, objectos e memórias sem fim, que escrevem as páginas da vida dos Alegre. Não é por acaso que o local, que hoje apenas serve de palco às festas de família, foi escolhido para encontrar fôlego para o combate a travar nos próximos tempos: conquistar Belém a Cavaco Silva. "É para vencer", diz Alegre, confiante que da campanha, cuja rentrée hoje se assinala, no Centro Cultural de Belém, resultará uma segunda volta.

O que o afasta do actual Chefe de Estado guarda na ponta da língua. "Cavaco Silva tem uma visão muito conservadora nas questões económicas. E nunca concordei com a cooperação estratégica", atira o candidato, que logo acusa: "O Presidente é também responsável pela crise". A sede de vitória, porém, não o cega. E há qualidades a apontar ao adversário: "É pessoa íntegra e, de acordo com as suas convicções, tem procurado servir o País".

"ESTÃO AQUI AS MINHAS RAÍZES"

Manuel Alegre tem um sentimento especial pela casa de Águeda. "Não venho aqui tanto quanto gostaria, mas é impensável desfazer-me dela", adianta. "Estão aqui as minhas raízes", acrescenta.

Na sala de estar, um dos seus espaços de eleição, Alegre contempla a lareira ladeada de azulejos, onde gosta de ficar a ver a lenha a arder. "É um momento muito ligado à minha infância. É bom estar aqui". Nos opostos dessa parede, estão pendurados dois retratos. "De um lado, o meu avô republicano, do outro, o meu avô monárquico", atira, deixando soltar uma gargalhada. "Aqui há de tudo, de tudo", repetiu.

"NOU SOU POPULISTA, NÃO VOU TER COM AS PESSOAS"

A casa de Águeda, remodelada no início do século XX pelo arquitecto Raul Lino, transpira história para além das quatro paredes. Lá fora, um espaço privilegiado de contacto com a natureza leva Manuel Alegre a viajar no tempo.

O jardim, que hoje anima as tardes quentes dos dois netos do candidato presidencial, que ali mergulham numa piscina insuflável, já foi um campo de futebol improvisado. O travo suave a café que perfuma o ar ajuda a despertar a memória.

"Fiz aqui bons amigos", começa por dizer o histórico socialista. "Jogávamos à bola, ao pião, coisas que já desapareceram". As lembranças prosseguem. "Quando podia trazia sempre para casa os mais humildes. Era dos poucos que tinha sapatos e não percebia porque os outros não tinham, fazia--me muita impressão".

A casa que viu Alegre nascer é sinónimo de "festa, magia", mas trouxe também a descoberta da morte. "Houve uma epidemia que matou famílias inteiras por aqui, foi a primeira vez que vi um enterro, ainda tenho aquela imagem na cabeça", recorda. A morte não assusta o poeta, apenas o que vem a seguir. Pura e simplesmente porque, acredita, "nada existe".

Mas a vida tem sido "intensa", até "perigosa", admite. "Própria da juventude, aqui, em Coimbra, na guerra e no exílio".

A conversa é simpaticamente interrompida por Mafalda, sua mulher. Traz nas mãos um tabuleiro com café e pastéis de Águeda, que por instantes apagam os fantasmas do passado e adoçam a conversa.

O amor nasceu em Paris. Os olhares cruzaram-se pela primeira vez há quase 40 anos, numa fila de cinema. "Ela fazia-se notar. Reparei, gosto do que é bonito", sintetiza Alegre, com muita reserva, e da qual não consegue descolar. Mais desenvolta, Mafalda aceita o desafio de falar do homem por trás do político. "É um excelente pai de família, companheiro, não muito colaborante do ponto de vista de tarefas do dia-a-dia, mas através da política e dos filhos temos tido uma vida muito rica, ao nível familiar e intelectual".

Numa caminhada pela rua, Alegre é mais do que o candidato, é o homem da terra, vizinho. "É desta!", diz um popular. Um antigo colega de escola não quer acreditar no que vê: "Manelinho, meu menino, és mesmo tu". Alegre abraça-o. E aos que lhe atribuem altivez, responde: "Não sou populista, não vou ter com as pessoas, mas falo com elas. Talvez seja um pouco distraído". Reconhece um tique familiar de olhar para a frente. Até porque, garante, não há motivos para não o fazer.

"PROMULGAR LEI SEM ESTAR DE ACORDO, NÃO"

A Justiça é uma das áreas que actualmente mais preocupa Manuel Alegre. "Acho que a Justiça não vai mesmo nada bem", adiantou o candidato presidencial, num comentário sobre a crise que se vive no sector.

Na opinião de Alegre, "tem de haver uma reflexão muito séria" sobre esta matéria. Este deverá ser, aliás, um dos pontos de preocupação em comum com o actual Presidente da República, Cavaco Silva, que recentemente chamou a Belém o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, a quem pediu alguns esclarecimentos.

Ainda no que se refere a temas que estão a dominar o debate político, Alegre acusou o projecto de revisão constitucional do PSD de "empobrecer a democracia e mutilá-la". E prometeu: "Seja qual for o governo, venha quem vier, eu veto". Numa clara crítica à actuação do actual Chefe de Estado, comentou ainda: "Promulgar uma lei e depois dizer que não estou de acordo, não. É isso que credibiliza o Presidente da República".