Algarve-Portugal!

Flora algarvia

Auteur: rembert Iken www.olhares.com

Cette région la plus au sud du Portugal est d'une beauté extraordinaire mais, le Tourisme a provoqué « l’usure »-de la terre, des bords de mer etde la végétation.

Des spécialistes aujourd’hui étudient l’Histoire de la Terre à travers cette

Région du sud portugais.

Cet article de la Revue « Ciência » me semble intéressant, vous pourrez le lire en utilisant le « Traducteur », si vous ne comprenez pas la langue portugaise.

Rosario Duarte da Costa

22/09/2009



Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
Cavaco demite assessor de Imprensa - O Presidente da República, Cavaco Silva, afastou hoje Fernando Lima do cargo de responsável pela assessoria para a Comunicação social

Especialistas do Paleozóico estudam o Algarve

CIMP Faro’09 realiza-se no âmbito do Ano Internacional do Planeta Terra

2009-09-21

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Pedra Ruiva é um dos destinos dos investigadores
Pedra Ruiva é um dos destinos dos investigadores
Para discutir a evolução das floras e microplâncton primitivos em diferentes partes do mundo, bem como as alterações climáticas globais ocorridas no passado estão reunidos desde ontem, na Universidade do Algarve (UAlg), 35 palinólogos.

Estes especialistas que fazem a identificação de microfósseis para saber a idade das rochas e reconstituir ambientes antigos – vão debruçar-se nesta segunda edição da CIMP Faro’09 sobre a Era Paleozóica Superior, que no Algarve deixou vestígios únicos na faixa litoral entre Aljezur e Vila do Bispo.


Portugal já esteve de pernas para o ar e o Algarve já esteve mais perto do Norte da Europa do que do Norte de África. Isso aconteceu entre os 416 e 299 milhões de anos atrás, nos Períodos Devónico e Carbonífero da Era Paleozóica, quando a posição das massas continentais no grande continente Pangea eram bem diferentes das actuais.

Sabemos isso devido ao estudo de microfósseis de plantas e algas. As provas encontram-se encerradas nas rochas sedimentares na faixa entre Vila do Bispo e Aljezur, onde é possível observar afloramentos costeiros únicos no país, ricos em microfósseis.

A UAlg em colaboração com o Laboratório Nacional de Energia e Geologia tem estudado estes elementos ao longo dos últimos anos.

“Embora o Algarve seja um território pequeno, é extremamente rico do ponto de vista geológico, sobretudo em rochas do Devónico e do Carbonífero, que nos permitem viajar no tempo e descobrir muita coisa acerca da história da vida da Terra”, explica Paulo Fernandes, docente e investigador na área da palinologia.

Paulo Fernandes é o responsável pela organização da reunião CIMP Faro’09, que não acontece no Algarve por acaso: “Estes peritos querem muito fazer uma visita científica à costa algarvia entre Aljezur e Vila do Bispo, concretamente entre as praias da Carrapateira e de Murração, onde o tipo de esporos que se encontram regista muito bem, quase sem quebras, a evolução de como era a flora terrestre nessa altura”.

Estes registos estão tão bem conservados que “mostram uma extinção em massa global que eliminou um grande número de espécies”, refere o especialista.

A viagem começa em Aljezur e acaba no Telheiro
A viagem começa em Aljezur e acaba no Telheiro
Peritos do Irão, de Omã, da Arábia Saudita, dos Estados Unidos, da Alemanha, Espanha, França, República Checa, Reino Unido, Irlanda, Polónia e da Argélia vão assim deslocar-se, nos dias 23 e 24 de Setembro, a estes locais da costa oeste algarvia, para compararem o que lá existe com os registos encontrados em outras partes do mundo.

Segundo Paulo Fernandes, o grande interesse geológico da região reside no facto de este ser um território de fronteira do passado em termos geológicos, na medida em que “apesar de já ter estado muito próximo do Norte da Europa, nunca deixou de ter características próximas do Norte de África”.

Pesquisa de hidrocarbonetos 

A palinologia, além de tratar da identificação de microfósseis de plantas e algas, permitindo datar rochas e reconstituir ambientes passados, pode ter muitas outras utilizações.

“As plantas não se mexem e são muito sensíveis aos sítios onde vivem. São por isso capazes de nos dizer como eram ou como são as condições ambientais em que vivem ou viveram, o que pode ter várias utilizações, que cruzam campos como a ciência forense, a medicina ou a engenharia florestal, por exemplo”.

Outra utilização da palinologia prende-se com a pesquisa de hidrocarbonetos. “O petróleo vem desta matéria orgânica, por isso quem quer encontrar petróleo tem de estudar os microfósseis para saber onde estão as rochas que já produziram hidrocarbonetos e onde se encontram as rochas que os armazenam em profundidade”. Alguns participantes na reunião são palinólogos de companhias petrolíferas do Médio Oriente.

A reunião CIMP Faro’09 decorre no âmbito do Ano Internacional do Planeta Terra – cuja cerimónia de encerramento mundial vai ter lugar em Lisboa, no próximo mês de Novembro – e integra o programa de comemorações dos 30 anos da UAlg.