Cova da Piedade/( Trou de la Pitié) Le Berceau de Figo et de tan d'autres!

 

 


 

Simples, como simples são as gentes desta terra, a etnografia piedense, reflecte os principais ofícios e actividades em que se ocupavam os habitantes da freguesia em determinado período da sua  história, todas elas assentes em processos de produção artesanais, de que são exemplo:

Os Tanoeirostrabalhadores cuja função era a de construírem barris  madeira em madeira de castanho ou carvalho para o transporte de vinho, produto muito comercializado nesta zona e cujos principais destinos eram a África e o Brasil.

Tratava-se de uma classe bastante  numerosa  posto que por via da facilidade de comunicação que o Tejo oferecia, várias oficinas aqui se encontravam instaladas, em especial na zona do Caramujo.

Os Corticeiros A existência de várias fábricas de manufacturação de cortiça, levou a que esta fosse a mais importante  classe profissional da freguesia, quer pelo expressivo número de postos de trabalho que possuía, quer pela dimensão social de que essa actividade se revestia.

Tais unidades fabris, nas quais se fabricavam fundamentalmente rolhas, destinadas à exportação, foram gradualmente cessando a sua actividade com o aparecimento e utilização do plástico.

Os Ferreiros Operários que trabalhavam nas diversas oficinas ao tempo existentes, ligadas ao sector naval ou à construção e reparação de carruagens, carroças e charretes, já que por essa altura  não havia outros meios de transporte.

Uma actividade extremamente exigente para quem a exercia, devido aos pesados materiais com que trabalhavam, na sua maioria ferro forjado e resistente madeiras.

Os funileiros- Uma profissão de caracter ambulante, muito útil em determinada época, e cuja principal função era a de consertar utensílios domésticos de metal ou peças de louça, recorrendo para o efeito à colocação de gatos ou grampos de metal.

As lavadeirasMulheres que não encontrando ocupação nas fábricas corticeiras, tomavam a seu cargo a tarefa de lavar a roupa de outros, para assim ajudarem o orçamento familiar. Uma actividade que ajudou muitas famílias a diminuírem as dificuldades diárias.     Figura que ainda hoje povoa o imaginário dos mais idosos habitantes da freguesia, as lavadeiras da Romeira, por via de ali se encontrarem os tanques onde  cuidavam da roupa, é uma personagem muito  característica da etnografia piedense.

Para além destas, outras figuras há que  povoaram  o dia a dia da comunidade, entre elas, o carregador de carvão, operário cuja função era a de transportar o carvão para os barcos que vinham abastecer-se no porto do Caramujo, entre outras.

Etnografia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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