Rezadas/ Orações! (de Espanca até mim!)

Publié le par Rosario Duarte da Costa

Auteure:Drosófila "olhares.com"

Meu Voo continua tranquilo...

 

Rezadas/ Orações!

 

Atravessando todas as tempestades da vida, caminho ao acaso em

busca da verdade.

Mas o que é a verdade?!

 

Todos os dias penso ser a mestra da minha vida, do meu destino,

mas o meu tempo carrega-se de emoções...de implosões e, subo a

vida sem querer!

 

Às vezes fana-se-me a consciência, a garganta aperta no caruncho

do corpo, a palavra sai caracoleando, zagarateando, num palavreado inaudível! O bestunto nada mais pensa no meio de taques, de tiques

e de sotaques, espalhando revoltas codificadas ou disfarçadas!

 

Em certas noites habitadas, caiem estrelas – com o instincto materno- , sobre os cabelos das árvores, lindas e imponderáveis. Olho-as ali no

seu trono que é o altar do poema.

 

Procuro um lugar onde pousar a cabeça e, não encontro. Se pudésse roía as unhas até ao sabugo mas, sem unhas faltam-me imans necessários para fazer muitas coisas.

 

Já viram? A minha pele plissou! Quer isso dizer que trago muito

tempo carregado às costas. Pronto, nada mais poderei fazer senão continuar a viagem!

 

Precisava beber uma gota de ilusão. Só uma gota, para angariar coragem e avançar! Navegar, na mão do vento e diluír-me no azul

do mar. Como o marinheiro que por ali vai, entre barcos e ondas,

com nuvens no céu e sóis despontando na quiétude das horas. E,

como ele, procuraria segredos  entre mar e rochedos.

E, cantaria o mar, num prelúdio intenso, num perlúdio sem fim!

 

Iria baralhar as cartas e, reconciliar o Oceano com a humanidade!

Por isso rezo:

  

“Enche o meu peito, num encanto mago

 

O frémito das coisas dolorosas...

Sobre as urzes queimadas nascem rosas...

Nos meus olhos as lágrimas apago.”

Florbela Espanca

Rosario Duarte da Costa

Copyright

 

02/10/2009

 

(Eis um velho texto que encontrei de 2009, que publogo aqui!)



OUTONO ANDA NO AR...

Publié dans Entre nous!

Commenter cet article