Nuno Camarneiro - romancier.(Lusophonies)

Publié le par Rosario Duarte da Costa

 

 

Nuno Camarneiro

- romancier.(Lusophonies)

 

Oui. C’est émouvant parler d’un auteur jeune -très jeune-, qui

pourrait être mon fils.

Il fait partie de ces acteurs issus du monde «cadre » qui, un jour se

retrouve en situation à la recherche d’emploi et, a pris « le taureau

par les cornes », initiant l’écriture. Merveilleux, non ?!

Depuis il a écrit deux livres « No meu peito não cabem pássaros »,

 «Les oiseaux, ne rentrent pas dans ma poitrine » et, ce dernier « Debaixo de algum céu », « Sous un ciel quelconque », qui lui a

permis de recevoir le Prix Leya!

Félicitations à l’auteur !

 

Rosario Duarte da Costa

Copyright

25/01/2013

 

www.publico.pt

À quinta edição o Prémio Leya (100 mil euros) vai pela segunda vez para um autor português: Nuno Camarneiro, de 35 anos, vence com Debaixo de Algum Céu . Um romance que é uma "exploração da ideia de purgatório" segundo o seu autor.

Camarneiro tinha já uma obra publicada na Leya, intitulada No Meu Peito não Cabem Pássaros. A obra vencedora deverá ser publicada em Março e foi escolhida “por maioria” por um júri presidido por Manuel Alegre. 

O júri "apreciou no romance Debaixo de Algum Céu a qualidade literária com que, delimitando intensivamente a figura fulcral do 'romance de espaço' e do 'romance urbano', faz de um prédio de apartamentos à beira-mar o tecido conjuntivo da vida quotidiana de várias personagens - saídas da gente comum da nossa actualidade, mas também por isso carregadas de potencial significativo". 

O romance, continua o júri, que é um "retrato de uma microssociedade unida pelo espaço em que vivem os personagens", organiza-se a partir de um conjunto de vozes que dão conta de vidas e destinos que o acaso cruzou num período de tempo delimitado entre um Natal e um Fim do Ano".

Manuel Alegre telefonou ao vencedor esta manhã. "Estou num estado de euforia: o meu objectivo para hoje é tentar não ter um ataque cardíaco", disse ao PÚBLICO Nuno Camarneiro, que concorreu ao prémio com aquele que é o seu segundo romance, mas não o escreveu a pensar no prémio. "Só decidi concorrer ao prémio depois de o ter escrito", confessou o autor. 

Este livro é, para Nuno Camarneiro, "uma exploração da ideia de purgatório": "Quase todo passado dentro de um prédio e em oito dias, entre o Natal e o Ano Novo, e cada inquilino atravessa durante esse período o seu purgatório pessoal", explica.

O prémio, no valor de 100 mil euros, é dado pela Leya, um dos maiores grupos editoriais portugueses que reúne mais de uma dezenas de editoras e chancelas de Portugal, Angola, Moçambique e Brasil. O objectivo do prémio é distinguir um romance inédito escrito em português.

Além de escritor, Camarneiro, que nasceu na Figueira da Foz, é investigador e professor. Foi membro do GEFAC (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra) e do grupo musical Diabo a Sete, tendo ainda integrado a companhia teatral Bonifrates. Trabalhou no CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear) em Genebra e concluiu o doutoramento em Ciência Aplicada ao Património Cultural em Florença. 

Em 2010 regressou a Portugal, sendo actualmente investigador na Universidade de Aveiro e professor do curso de Restauro na Universidade Portucalense do Porto. Começou por se dedicar à micronarrativa, tendo alguns dos seus contos sido publicados em colectâneas e revistas. No Meu Peito não Cabem Pássaros foi a sua estreia no romance. O júri diz ainda que a escrita "é precisa e flui sem ceder à facilidade, mas reflectindo a consciência de um jogo entre o desejo de chegar ao seu destinatário, o leitor, e um recurso mínimo a artifícios retóricos em que só uma sensibilidade poética eleva e salva a banalidade e os limites do quotidiano". 

O último prémio foi atribuído à primeira obra de João Ricardo Pedro, autor do romance O Teu Rosto Será o Último, um engenheiro electrónico, de 38 anos, que estava desempregado. Segundo anunciado na conferência de imprensa desta segunda-feira de manhã, por Isaías Gomes, presidente executivo da Leya, foi o segundo livro mais vendido de 2012 em Portugal. 

O prémio, de 100 mil euros e que é o maior em valor pecuniário no domínio da literatura de expressão portuguesa, foi criado em 2008 e nas duas primeiras edições foi conquistado pelo brasileiro Murilo Carvalho e pelo moçambicano João Paulo Borges Coelho. Na terceira edição não foi atribuído.  

Enquanto analisa os inéditos, o júri não sabe por quem foram escritos, se são homens ou mulheres, se são iniciados ou consagrados. Só depois de a obra estar escolhida é que se abrem os envelopes com a identidade de quem concorreu. O júri do Prémio LeYa 2012, presidido por Manuel Alegre, é ainda constituído pelos escritores Nuno Júdice, Pepetela e José Castello, por José Carlos Seabra Pereira, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Lourenço do Rosário, reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, e Rita Chaves, crítica literária e professora da Universidade de São Paulo.

Notícia corrigida às 13h10: a escolha do júri foi por maioria e não por unanimidade
Notícia corrigida às 13h29: corrigido o nome do autor 

 

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17 Dezembro 2012

Publicado por Sergio_Almeida às 23:17

 Com  o romance Debaixo de algum céu", Nuno Camarneiro foi distinguido com Prémio LeYa, no valor pecuniário de 100.000 euros.

Licenciado em Engenharia Física, Camarneiro, nascido na Figueira da Foz há 35 anos, começou por publicar em coletâneas e revistas até se estrear com o romance No meu peito não cabem pássaros, editado no ano passado pela Dom Quixote.

O júri, presidido por Manuel Alegre, selecionou Debaixo de algum céu entre as 270 obras originais a concurso, destacando "a coerência com que é seguido o projeto, a força no desenho dos personagens e destaca a humanidade subjacente ao que poderá ser lido como uma alegoria do mundo contemporâneo".

Segundo Manuel Alegre, "o romance organiza-se a partir de um conjunto de vozes que dão conta de vidas e destinos que o acaso cruzou num período de tempo delimitado entre um Natal e um Fim de Ano".

O teu rosto será o último, de João Ricardo Pedro, foi o vencedor da edição do ano pa

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Nuno Camarneiro venceu Prémio LeYa de literatura

Publicado em 2012-12-17

 

O romance "Debaixo de algum céu", de Nuno Camarneiro, é o vencedor do Prémio LeYa, com o valor pecuniário de 100 mil euros.

O vencedor foi divulgado, esta segunda-feira, pelo presidente do juri, Manuel Alegre, na sede daquele grupo editorial.

Nascido em 1977 na Figueira da Foz, Nuno Camarneiro publicou em coletâneas e revistas até se estrear com o romance "No meu peito não cabem pássaros".

O Prémio LeYa é-lhe agora atribuído pelo romance "Debaixo de algum céu", tendo sido decidido por maioria, segundo o júri, perante mais de de 270 obras originais a concurso.

Além de Manuel Alegre, o júri foi constituído ainda pelos escritores Nuno Júdice, Pepetela e José Castello, por José Carlos Seabra Pereira, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Lourenço do Rosário, reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, e Rita Chaves, crítica literária e professora da Universidade de São Paulo.

O Prémio LeYa foi criado pelo grupo editorial que reúne mais de uma dezenas de editoras e chancelas de Portugal, Angola, Moçambique e Brasil, e o intuito do galardão é distinguir um romance inédito escrito em português.

O romance vencedor no ano passado foi "O teu rosto será o último", de João Ricardo Pedro, o primeiro autor português a receber o prémio. O engenheiro de profissão, escreveu o romance enquanto se encontrava desempregado.

Em anos anteriores venceram o prémio "O Rastro do Jaguar", do jornalista brasileiro Murilo Carvalho, em 2008, e "O Olho de Hertzog", do escritor moçambicano João Paulo Borges Coelho, em 2009.

Na edição de 2010 o júri decidiu, por unanimidade, não atribuir o Prémio LeYa, dada a falta de qualidade

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Nuno Camarneiro


Nuno Camarneiro nasceu em 1977. Natural da Figueira da Foz, licenciou-se em Engenharia Física pela Universidade de Coimbra, onde se dedicou à investigação durante alguns anos. Foi membro do GEFAC (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra) e do grupo musical Diabo a Sete, tendo ainda integrado a companhia teatral Bonifrates. Trabalhou no CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear) em Genebra e concluiu o doutoramento em Ciência Aplicada ao Património Cultural em Florença. Em 2010 regressou a Portugal, sendo actualmente investigador na Universidade de Aveiro e professor do curso de Restauro na Universidade Portucalense do Porto. Começou por se dedicar à micronarrativa, tendo alguns dos seus contos sido publicados em colectâneas e revistas. No Meu Peito não Cabem Pássaros é a sua estreia no r
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No meu peito não cabem pássaros - Nuno Camarneiro por Andreia Moreira

Publicado por copyright texto: Andreia Moreia

 

A relação que estabeleci com este livro foi de estranheza. Conhecia o blogue do escritor (Nuno Camarneiro, 1977) no qual era amiúde arrebatada pela sua escrita. A expectativa em relação a prosa de maior fôlego era imensa, pelo que me quedei desconcertada quando não fui impelida, de imediato, para o(s) enredo(s). Curioso? Agora que me preparo para vos falar dele, percebo quão fortes as impressões que me deixou e como algumas imagens ainda me assombram, como se lidas há um instante.

Em 1910 incendiou-se o céu à passagem de dois cometas pela Terra, convencendo a maioria do fim. À data três homens existiam em cidades distintas, alheios ao pânico. Buenos Aires, Lisboa e Nova Iorque. Jorge, Fernando e Karl, murmúrios de Borges, Pessoa e Kafka. Narrativas díspares de tom poético a perpassar cinco momentos: exórdio, confronto, acerto, assombro e fecho.

Karl é imigrante e lava vidros num arranha-céus. Haverão de se aproveitar da(s) sua(s) carência(s) convencendo-o, por um dólar, a ser cobaia numa experiência que corre mal. Assim lhe roubam o domínio sobre um braço. Tremores constantes custar-lhe-ão o posto de trabalho. Morrerá de amores por Celestina, mulher que conhece num estabelecimento de satisfazer desejos, gerido por Thomas que o acolhe para saldar para com ele dívida, após o incidente que o deixou desempregado.

Fernando apresenta-se-nos enquanto atravessa o Atlântico com destino à casa de uma tia, com quem viverá algum tempo. Escreve febrilmente o mundo e a si mesmo. Alimentará paixão fantasma por uma mulher que lhe rouba a escrita e a liberdade, depois de a ter resgatado às águas do Tejo.

Jorge é ainda menino quando se nos revela, criança de imaginação prodigiosa especialista em inventar universos onde se possa perder e crescer em jogo perene. Escreverá o destino de Roberto, um colega de escola, para exorcizar o quanto sofreu com as suas impiedosas brincadeiras. Conceberá, anos mais tarde, que pode alterar o rumo da realidade.

Desafio-vos a perceberem cada um deles nas seguintes citações e a abraçarem esta obra de uma prometedora voz da literatura portuguesa recente: «Afinal escrever era trazer o mundo na algibeira.» (Pág. 42); «É um homem descontente sem ideias para felicidades.» (Pág. 150); «Os homens duplicam-se a cada cruzamento, os homens são assim. (Pág. 179).

Repleto de bonitas metáforas, arrisco-me a dizer que neste romance todas as frases são sublimes.

«Quem nunca quis dormir até a vida ser um lugar praticável, quem não conhece o desconsolo de vestir cada dia uma pele curta nas mangas (…)» (Pág. 164)

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