Natália Correia (1923-1993)

Publié le par Rosario Duarte da Costa

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Natália Correia (1923-1993)

J’ai du la croiser quelques fois, sans pour autant avoir discuté

vraiment avec elle. Je l’ai connue personnellement à Lisbonne,

lors d’un séminaire sur l’Enseignement, dans les années 70.

Plus âgée quelques années que ma mère, elle a commencé à

écrire avant ma naissance.

 

Romancière et poétesse, essayiste, femme de communication,

mais aussi d’action, elle a combattu le fascisme à sa manière car,

née aux Azores elle s’installa au Portugal où, la condition de la

femme et les Droits de l’Homme étaient incompatibles avec sa conscience, elle est devenue guerrière!

 

Il faut dire que naître aux Azores parmi les volcans et la rudesse

de la terre, où les paysages malgré tout magnifiques, l’ont aidé à s’insérer dans le monde poétique.

 

Aussi tournée vers Antero de Quental (de qui j’ai déjà parlé sur

ce blog), ou Vitorino Nemésio, mais aussi touchée par la poésie

de Galice et les surréalistes français, elle dit, se dit, rêva, entre

dans le mysticisme et, jette sur le papier l’immensité de son

œuvre.

J’aborderais ici la liste de ses écrits Poétiques :

 

1947 : Rio de Nuvens

1955 : Poemas

1957 : Dimensão Encontrada

1958 : Passaporte

1959 : Comunicação

1961 : Cântico do País Imerso

1966 : O vinho e a Lira

1968 : Mátria

1970 : As maçãs de Orestes

1972 : Mosca iluminada

1973 : O Anjo do Ocidente à Entrada do Ferro

1975 : Poemas e Rebate

1976 : Epístola aos Iamitas

1979 : O Dilúvio e a Pomba

1990 : Sonetos Românticos

1985 : O armistício

1993 : O Sol das Noites e o luar dos dias

1994 : A memória e a sombra

 

A ALMA/L’ÂME

Votada ao fogo, obediente ao perigo,

Feroz do amor ser muito e o tempo pouco

Chegas ébrio de sonho, ó estranho amigo

Num beijo infinito queres morrer comigo.

Nesse extremo és sagrado e eu não te toco.

 

Esquivo-me: o teu sonho mais instigo.

Fujo-te: a tua chama mais provoco.

E eu não sei se por mim és anjo ou louco.

Num beijo infinito queres morrer comigo.

Nesse extremo és sagrado e eu não te toco.

 

Esquivo-me: o teu sonho mais instigo.

A incêndio do teu sangue me condenas

E com ciumentas ervas me envenenas

Dizendo às nuvens que só tu me viste.

 

Fujo-te: a tua chama mais provoco.

Bebendo o vinho de amantes mortos queres

Que eu seja a mais prateada das mulheres.

E de ser tão amada fico triste.

Natália Correia

 Rosario Duarte da Costa

Copyright

14/05/2012

 

Publié dans Auteurs Lusophones...

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