Lusofonias…Lusophonies…Alexandre O’Neill

Publié le par Rosario Duarte da Costa

http://www.raizonline.net/centoenove/cinquentaenove.htm

http://www.leitura.gulbenkian.pt/index.php?area=rol&task=view&id=30722

 

Lusofonias…Lusophonies…

 

Alexandre O’Neill

 

Ce soir, j’ai eu envie de lire le poète, Alexandre O’Neill.

Il y a des soirs, comme ça !  Un être humain est comme un arbre qui, sans racines, meurt.

Et cela nous aide à avancer dans la vie !

 

Rir, Roer

Rire, Ronger

 

E se fôssemos rir,

Rir de tudo, tanto,

Que à força de rir

Nos tornássemos pranto,

 

Pranto colector

Do que em nós sobeja?

No riso, na dor,

Que o homem de veja.

 

Se veja disforme,

Se disforme for.

Um horror enorme?

Há outro maior...

 

E se não houver,

O horror é nosso.

Põe o dente  a roer,

Leva o dente ao osso!

Alexandre O’Neill

In: Poesias Completas

Rosario Duarte da Costa

Copyright

21/09/2012

 

http://www.leitura.gulbenkian.pt/index.php?area=rol&task=view&id=30722

 

 

 

Alexandre O Neill, Uma Biografia Literária
recenseador: Mário Braga, 2010
 
Apreciação:

 

 
Alexandre O Neill. Uma biografia literária narra a par e passo a vida de Alexandre O Neill, poeta surrealista e um dos mais importantes nomes da literatura portuguesa do século XX. Nascido em 1924, em Lisboa, editou em 1958 o primeiro livro, No Reino da Dinamarca, do qual faz parte o seu poema mais conhecido, “Um Adeus Português”, inspirado num episódio autobiográfico. Opositor do regime salazarista e fundador em 1947 do Grupo Surrealista de Lisboa, com Mário Cesariny, José-Augusto França e outros, Alexandre O Neill foi publicitário, escreveu para o teatro, cinema e televisão, deixou letras de fados, foi cronista, tradutor e organizador de antologias. Morreu em Agosto de 1986, vítima de um acidente vascular cerebral, depois de ter passado vários anos doente. A vida do poeta mistura-se com a das personalidades mais conhecidos das artes e das letras em Portugal na segunda metade do século XX, muitas das quais falaram com a autora da presente biografia sobre as suas vivências em comum. Para escrever esta obra, Maria Antónia Oliveira baseou-se ainda numa aturada investigação documental. O resultado é uma biografia que, embora escrita como se de um romance se tratasse, nada sacrifica ao rigor histórico.

 

Publié dans Auteurs Lusophones...

Commenter cet article