Europa: pronto: o prémio Nobel, bateu à porta,

Publié le par Rosario Duarte da Costa

 

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pronto...

o prémio Nobel bateu à porta,

com o truz-truz e, o trás-trás...

 

vai um ramo de flores de muitas cores

- para o Zézé-, que comovido

tomou garras no seu ouvido

e, sorriu de contentamento...

 

mas, as palavras leva-as o vento.

ai, as palavras, leva-as o vento!

 

e nas ruas passa um gatinho

 

a ver o homem tão pequenino,

estendido no banco ali da cidade

cheio de fome e, sem liberdade.

 

mas, as palavras leva-as o vento.

ai, as palavras, leva-as o vento!

  

 

mas, as palavras leva-as o vento.

ai, as palavras, leva-as o vento!

 

só com o céu por companheiro,

 até o amor se lhe tornou impossível.

olhando o navio sente o fastio,

na incerteza do seu futuro.

 

mas, as palavras leva-as o vento.

ai, as palavras, leva-as o vento!

  

vai um ramo de flores de muitas cores

- para o Zézé-, que comovido

tomou garras no seu ouvido

e, sorriu de contentamento...

 

 

mas, as palavras leva-as o vento.

ai, as palavras, leva-as o vento!

 

ora a vida estagna em cada hora,

e cada hora traz-lhe uma ruga.

em cada ruga, nasce outra ruga

fazendo-lhe dobrar o corpo todo.

 

mas, as palavras leva-as o vento.

ai, as palavras, leva-as o vento!

 

vai um ramo de flores de muitas cores

- para o Zézé-, que comovido

tomou garras no seu ouvido

e, sorriu de contentamento...

Rosario Duarte da Costa

Copyright

12/10/2012

 

 

vai um ramo de flores de muitas cores

- para o Zézé-, que comovido

tomou garras no seu ouvido

e, sorriu de contentamento...

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