Estou farta!

Publié le par Rosario Duarte da Costa

 

A ternura de um olhar

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Primavera           

                           Estou farta!

 

 Nunca o disse. E hoje terei que dizê-lo...

Estou farta. Estou farta de ser o que sou, sempre com

qualquer outra coisa ao lado. Estou!

Eu preciso de ser. Eu!

Eu preciso de dizer. O que sinto e penso. É!

Eu preciso de inventar, criar...

Como um pintor, diante da sua tela. E tu não vês!

 

Gosto de criar as minhas manhãs, tardes e noites. Lindas,

luzidias, carregadas de sóis e, de muitas outras estrelas.

Gosto de pensar no tempo que passa e, no outro que já

passou.

E, tu não compreeendes, todos aqueles momentos anciãos

que  se ancoraram em mim. Com a lareira, as chamas torcidas

e, a voz da minha avó papagueando-me milhares de histórias.

 

Tive sorte. Tive sorte de nascer no Alentejo. Ali, um grande

espaço aberto só para mim, com as árvores ajoelhadas

rezando.

 

E tu não vês, todas estas histórias fluindo em mim. Com

imagens, sons, gestos e palavras.

Tu não vês, porque não queres ver!

Rosario Duarte da Costa

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18/06/2012

 

Cadeado
 

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