Vendredi 6 novembre 2009
Histoires anciennes...




Photos de cette page téléchargées de: www.mapav.com

 

CONTE


Seule dans son appartement, le film de sa vie se déroula dans sa

mémoire, avec peur et ironie mais, elle ne voulait pas céder à tous

les fantômes, elle se disait : "je ne leur céderais jamais "!

 

Assise sur le canapé, ses yeux s’arrêtèrent dans les profondeurs, là

où, personne ne s’arrête plus. Son père était là, adulte et jeune encore,

il pleurait –comme un enfant quand il a mal-, sa mère est morte ce

jour là et, la mort l’avait touché parce que c’était sa mère, ou parce

qu’elle n’a pas pu le reconnaître sur le papier.

 

Elle avait du mal pour son père et, -au même temps du mal pour la

mère de son père- qui n’avait jamais pu reconnaître son fils, du fait

de déboires anciens qui n’ont jamais pu être réglés.

 

Alors, elle se souvenait de conversations anciennes, sa mère à elle

lui disant que ce n’était pas la faute de sa grand-mère paternelle

car, en ces temps là le mariage était de rigueur et, n’étant pas mariée

grand-mère, ne pouvait pas prétendre avoir un enfant.

 

C’est ainsi que son grand-père avait pris l’enfant, l’amenant à la « Junta

de Freguesia de Cercal » pour le déclarer, avec pour seul nom celui

de son père, car celui de sa mère lui était interdit.

 

Elle avait du mal pour son père, mais ressentait aussi une forte douleur

pour sa grand-mère, qui est morte avec quelques enfants autour d’elle,

mais un seul n’était  pas reconnu.

 

Et, elle se dit comment ? Comment un enfant qui n’a jamais été

abandonné se trouve dépourvu de reconnaissance officielle, de liens

familiaux ?

 

Il avait son grand-père à lui (son père) qui lui rendait visite, ses oncles ne l’ont

jamais discrédité mais, dans la famille personne n’a jamais rien dit,

de cette erreur du passé qui a tué chaque jour et chaque nuit le présent

de son père.

 

Au fil du temps elle avait pensé au pourquoi de cette situation, puis elle

a compris que l’enjeu était grand, et que la famille ne voulait  pas perdre

de sous...

En fait sa grand-mère avait rencontré son grand-père, que son père à elle
n’aimait
pas. Il lui avait interdit de se fiancer à lui et, grand-mère- orpheline
de sa
maman- est partie vivre avec papi.


C’est ainsi qu’ils ont fait un enfant et que la mère de son père (mineure encore)

n’avait pas pu le reconnaître, vu que son père à elle, ne lui a pas permis

l’émancipation avant l’âge adulte !

 

Aisé, le grand-père paternel avait fait du chantage; à sa fille il lui avait dit :

 « tu n’auras jamais un sou »,et  l’avait éloignée de lui ;  ses frères à elle
n’ont
  rien fait pour l’aider car, ils espéraient avoir des sous. Et, c’est ainsi

que grand-mère fut jetée de l’héritage de son père et que ses frères à elle
se
sont engourdis !

 

Au long du temps son père visitait ses oncles ; elle se souvient qu’ils

allaient souvent voir son père chez lui, -lorsqu’ils se rendaient à Lisboa

voir le Juge – à qui ils apportaient des cadeaux- laissant à son père pour

seul cadeau, un sac de noix émanant des terres de son grand-père.

 

C’est ainsi qu’elle s’explique les raisons qui ont enlevé à son père son

droit d’héritage ; un vol en douce par sa propre famille.

Le jour de la mort de son père, elle s’est jurée de le venger. Puis, a

préféré rétablir des liens familiaux, un jour plus tard. Elle s’était dite

que le temps pouvait l’aider à trouver les causes du « pourquoi » et

du « comment ».

 

Les années passèrent et elle a entrepris de revenir vers sa famille

paternelle. Une partie des membres est morte.  Lors des premiers contacts

tout paraissait doux puis, plus rien…

Un écho au loin sort des usines, les maisons sont toujours chaulées, les

jeunes remplaçant les vieux et, personne ne sait rien, tout est secret.

En fait, elle a compris qu’ils ont eu peur de devoir rendre des comptes !

Rosario Duarte da Costa

Copyright

 

05/11/2009

Corner of Dr. Teófilo Braga with Centenários da Independência, Cercal do Alentejo, Portugal


http://cercalense.blogspot.com

Cercal do Alentejo

 

domingo, 8 de Junho de 2008

A NATUREZA CERCALENSE

A SERRA

As serras do Cercal, que envolvem a vila, proporcionam ao visitante imagens de extrema beleza.
Aqui se situa o ponto mais alto do município de Santiago do Cacém, a 346m de altitude.
A subida ao cume, denominado serra da Guarita (devido ao marco geodésico ali existente) permitir-lhe-á desfrutar de quilómetros de paisagem, numa perspectiva que se estende das serras de S.Luís a todo o litoral, desde Vila Nova de Milfontes a Sines.
A serra da Guarita está localizada a cerca de 3 km do Cercal, na Estrada Nacional 390, à saída para Milfontes.
As elevações naturais são propícias à prática de parapente e paramotor, desportos em que se conjuga uma perspectiva sobre o azul das águas do Atlântico e o verde da serra.
Os passeios de jipe, organizados pelo clube Serraventura atraem inúmeros participantes. (pôr link para o Clube)
É igualmente nesta zona que se situa a chamada “Serra da Mina”, por aqui se encontrar a entrada para uma das minas do Cercal, já encerrada.


FLORESTA e VEGETAÇÃO

A floresta do Cercal é constituída sobretudo por sobreiros, pinheiros, carvalhos e eucaliptos.
A vegetação espontânea que cobre as encostas das serras apresenta uma biodiversidade multifacetada: predominam a esteva, a urze, o saragaço, a carvalhiça e o carrasco.

A freguesia do Cercal possui duas reservas turísticas para a prática da caça.
A Herdade das Sesmarias e a Herdade da Fonte Sem Água oferecem aos amantes da modalidade a possibilidade de caçar lebres, coelhos, perdizes, codornizes, rolas e tordos.



BARRAGEM DE CAMPILHAS

Espaço privilegiado de lazer e contemplação da natureza, a barragem de Campilhas permite descobrir locais onde a acção do homem ainda se alia à harmonia da natureza.

A barragem foi construída em 1954, para aproveitamento de energia hidroeléctrica e irrigação dos vastos campos agrícolas adjacentes.
Situa-se a 10 km da sede da freguesia.
A albufeira possui um parque de merendas e permite a prática de pesca desportiva e de desportos náuticos não motorizados.

PATRIMÓNIO do CERCAL: Monumentos e Arquitectura Civil

ARQUITECTURA CIVIL
  • Casa dos Azulejos Verdes
  • Ermida da Fonte Santa
  • Chafarizes
  • Ponte Romana
  • Moinhos de Vento
  • Vivenda S. Miguel
  • Casas da rua Aldegalega e da “Rua Velha”
MONUMENTOS
  • Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

    A igreja matriz foi fundada na Idade Média, mas o templo dos nossos dias é fruto das grandes alterações sofridas no séc. XVIII e do restauro operado já no séc. XIX.
    Na fachada principal, pode observar-se a cruz da Ordem de Santiago e a alta torre sineira.
    No interior, de nave única de abóbada em berço, destacam-se os altares laterais com as suas imagens, o baptistério com revestimento de azulejos pombalinos e o retábulo de talha dourada do altar-mor, de estilo joanino tardio.
    As pinturas fingidas das paredes da nave, devem datar de 1888.
    Quanto à pintura do centro da abóboda de berço, que alude ao orago da igreja, foi executada em 1889 e é da autoria de Francisco Augusto Flamengo, pintor de Setúbal.
  • Ermida da Fonte Santa

    A Ermida da Fonte Santa possui uma fundação lendária, baseada no aparecimento da Virgem a uns pastorinhos que estavam cheios de sede e que por ela haviam chamado. A Virgem fez brotar água de uma pedra e nela deixou a sua pegada.

    Pensa-se que a actual Ermida só tenha sido construída depois de 1758, em estilo tardo-maneirista, de cariz rural e popular, com o orago dedicado a Nossa Senhora da Conceição.
    O local é palco das Festas da Bica Santa.

    Os vestígios arqueológicos recolhidos em escavações realizadas no séc.XIX permitem pensar que a a zona poderá ter sido ocupada já no Neolítico e, sem dúvida alguma, na Idade do Bronzee do Ferro e no Perído Romano.Tudo indica que os romanos já conhecessem as propriedades curativas destas águas.
  • Ponte Romana

    Julga-se que a chamada “ponte romana” do barranco do Burdo seja uma construção medieval.
    Simples, mas robusta, apresenta um único arco, formado por lajes de xisto, ligadas por argamassa, e um chão de lajes calcárias cintadas por um travamento vertical.
  • Moinhos de Vento

    O Cercal foi, no passado, uma freguesia com elevado índice de produção de cereais. Associada à actividade agrícola, desenvolveu-se aqui uma actividade moageira, e terão existido, no passado, inúmeros moinhos de vento e de água, entretanto desaparecidos.
    Exemplos sobreviventes dessa arquitectura são o Moinho das Teimosas e os moinhos do Paneiro (situados no extremo norte da freguesia, , um dos quais dispõe de todos os elementos necessários para laborar, correspondendo à tipologia dos moinhos da freguesia (o chamado “moinho de torre mediterrânica”, com torre fixa, tronco-cónica, capelo giratório, mastro, roda de entrosa e carreto, entre outros).
    ARQUITECTURA CIVIL
  • Casa dos Azulejos Verdes

    De gosto burguês, citadino e requintado, foi construída em 1876, na actual rua Dr. Teófilo Braga. São dessa época as urnas vidradas da balaustrada e as duas imagens de cerâmica. No início do séc. XX foi revestida a azulejos Arte Nova, da Fábrica de Cerâmica de Sacavém, de cor verde garrafa, uns com motivos florais em relevo, outros lisos.Vivenda S. Miguel (casa do Dr. Macedo)
    Situado na rua Centenários da Independência, é um edifício típico da arquitectura dos anos quarenta do Estado Novo. É um exemplo de utilização de técnicas e materiais tradicionais da arquitectura portuguesa: azulejo figurativo a azul e branco, ferro forjado, muros de xisto tosco da região, alpendres e arcadas, com painéis de azulejo cujas legendas parecem retratar a vida do seu proprietário.
  • Casas da rua Aldegalega e da “Rua Velha”

    Nestas ruas (e adjacentes), sobreviveram até hoje algumas habitações térreas, de arquitectura popular.
    Foram construídas em taipa ou alvenaria, com telhados de duas águas, cobertos por telha de canudo, e fachadas quase cegas, cuja única abertura é apenas uma porta.

  • Chafarizes

    São conhecidos três chafarizes para abastecimento público da população. Actualmente, é possível encontrar dois deles:

    Chafariz da Rua da Aldegalega
    Exemplar da arquitectura de utilidade pública, datado de 1921, este chafariz reproduz com fidelidade a fachada de um edifício ou de um chafariz de grandes dimensões.

    Chafariz do “Largo da Praça” (actual Largo Augusto Fuschini).
    Construído em 1947, em pedra de cantaria, é uma peça despojada, mas de boa qualidade.


    Fonte: “Gentes e Culturas- Freguesia do Cercal”, Abril de 2003,
    edição. Liga dos Amigos de Santo André
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição
Par Rosario Duarte da Costa - Publié dans : Terra Mãe! Cercal do Alentejo - Communauté : Caligrafias Poéticas!
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